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A Floresta Amazônica: Ocupação e Exploração


A Amazônia sempre foi ocupada pelos povos indígenas de diferentes linhagens. Ao passar dos anos, depois das incursões lusitanas e jesuíticas, lentamente este território foi ocupado por povos estrangeiros (brancos e negros). Somente com a descoberta do látex, através da sangria da Seringueira, o desenvolvimento e ocupação do território amazonense deram um salto muito grande, no chamado Ciclo da Borracha, que durou de 1850 a 1913. Neste período, a população da Amazônia quintuplicou, passando de 50 mil para 250 mil habitantes. Junto com as transformações demográficas vieram as geográficas, como a urbanização e criação de pólos, a exemplo da cidade de Manaus. Para satisfazer às necessidades e exigências dos investidores que emigraram para a região, as obras não paravam: grandes casarões em estilo europeu, o Teatro Amazonas, o Palácio Rio Negro, o Mercado Municipal Adolpho Lisboa, dentre tantas avenidas e boulevards serviram para modificar a demografia e geografia da região. Tudo isso patrocinado pelo dinheiro da atividade borracheira.

 

                 

 

Mas o crescimento estagnou a partir do ano de 1920, com o fim do Ciclo da Borracha devido à forte concorrência da Malásia. A região entrou em colapso financeiro, ficando por anos renegada e esquecida pelos investidores. Em 1966, durante o governo de Castelo Branco, foi criada a SUDAM (Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia), com a finalidade de levar investimentos e desenvolvimento à região. Em 1967 foi criada a Zona Franca de Manaus, um pólo industrial tecnológico que recebia incentivos fiscais do governo. Aproveitando o surto de crescimento da Amazônia, o governo militar de Médici, em 1972, inaugurou a Rodovia Transamazônica; uma obra faraônica que nunca cumpriu devidamente a proposta de seu projeto: melhorar o trânsito de pessoas e mercadorias para a Amazônia.
 
Depois da Transamazônica, a próxima grande empreitada foi o Projeto Grande Carajás: um projeto de exploração mineral (basicamente metais como: manganês, cobre, níquel, ouro, bauxita e cassiterita) na mais rica área mineral do mundo! O Projeto Carajás é uma das poucas iniciativas que deram certo e até hoje está em atividade, sob a gestão do Grupo Vale (hoje privatizado). Outra iniciativa que ainda está em atividade desde que foi implantada é o Projeto Calha Norte, que tem por objetivo ocupar as fronteiras ao norte da Amazônia, com o apoio e presença das Forças Armadas em 12 unidades militares, 8 unidades a menos do que o projeto inicial.
 
Além da exploração legal, regulamentada e incentivada pelo governo brasileiro, existe também uma exploração ilegal, que nos últimos anos vem dizimando várias espécies da fauna e flora amazônica. Extração de madeira, tráfico de animais e vegetais medicinais/ ornamentais e a pecuária são algumas das atividades que colocam em risco o equilíbrio do ecossistema amazônico.
 

O desmatamento é uma das práticas predatórias que ocorrem na floresta amazônica. Madeireiras ilegais extraem árvores centenárias para a comercialização da madeira, sem executarem o reflorestamento da área derrubada. Além de interferir no frágil equilíbrio do ecossistema, o desmatamento acarreta o aumento da temperatura global em decorrência da diminuição do número de árvores e, por conseguinte, da evapotranspiração.

 

As queimadas também ocorrem com grande frequência na região. Fazendeiros invadem terras do governo brasileiro (reservas ambientais, reservas indígenas), queimando a floresta para atividades agrícolas e criação de gado. Como já foi dito, cada forma de vida tem sua respectiva função no equilíbrio da floresta; portanto, são causados danos de alta gravidade e difícil compensação. Além disso, a liberação de CO2 nas queimadas contribui também para o aquecimento global.
 
Outra forma de poluição e de degradação ambiental é a extração de ouro, sobretudo na região do Pará. No garimpo, usa-se mercúrio, substância que polui o rio Amazonas e afeta diretamente as plantas e diversos animais, inclusive o homem.
 
POLÍTICA INTERNACIONAL
 
Já faz alguns anos que, nos círculos de debates internacionais, a preservação da Amazônia aparece constantemente como um problema a ser enfrentado não só pelo Brasil, mas por todo o mundo. Diversas nações cobram políticas mais duras por parte do governo brasileiro, para combater a poluição do rio, queimadas e desmatamentos.
 
A internacionalização da Amazônia já foi citada em alguns encontros da ONU. Os simpatizantes desta ideia alegam que o governo brasileiro não tem condições de preservar este ecossistema essencial a todo o planeta e que por isso deveria ser área de controle internacional. Esta posição também significa partilhar a exploração das riquezas amazônicas entre todos os países. Além do intuito de preservação, circulam em volta desta ideia diversos interesses econômicos, que vão desde a exploração dos recursos hídricos à obtenção de matérias primas para a indústria farmacêutica e biomédica. Por esta razão, durante o lançamento do PAS (Plano Amazônia Sustentável), o presidente Luis Inácio Lula da Silva afirmou categoricamente: “...quem cuida da Amazônia é o Brasil. Quem decide o que fazer na Amazônia é o Brasil.”


 



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